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Eu estava procurando me intera mais sobre a crise que esta alastrando no mundo, encontre na net algo bem interessante e resolvi colocar aqui.

 

 

Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA e o mundo

Bancos de diversos ramos –investimentos, varejo, hipotecas–, nos Estados Unidos e em outros países, principalmente a Europa, já sofreram prejuízos bilionários e em alguns casos fecharam, desde agosto do ano passado. A raiz do problema está no mercado de hipotecas norte-americano.

 

 

O mercado imobiliário dos EUA passou por uma fase de expansão acelerada logo depois da crise das empresas “pontocom”, em 2001. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) passou a reduzir sua taxa de juros, a fim de baratear empréstimos e financiamentos e encorajar consumidores e empresas a voltarem a gastar.

O setor imobiliário se aproveitou desse momento de juros baixos: a demanda por imóveis cresceu, atraindo compradores. Em 2003, por exemplo, os juros do Fed chegaram a cair para 1% ao ano –menor taxa desde o fim dos anos 50.

Em 2005, o “boom” no mercado imobiliário já estava avançado; comprar uma casa (ou mais de uma) tornou-se um bom negócio, não só para quem queria adquirir a casa própria, mas também para quem procurava em que investir. Também cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e consumir.

As companhias hipotecárias descobriram nessa época um nicho ainda a ser explorado no mercado: o de clientes do segmento “subprime”, caracterizados, de modo geral, pela baixa renda, por vezes com histórico de inadimplência e com dificuldade de comprovar. O segmento “subprime”, assim caracterizado, representa um risco maior de inadimplência que os de outras categorias de crédito. mas justamente por ser de maior risco, as taxas de retorno são bem mais altas.

A promessa de retornos altos atraiu gestores de fundos e bancos, que compraram esses títulos “subprime” das companhias hipotecárias e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos.

Porém, se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os “subprime”, o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).

Após atingir um pico em 2006, os preços dos imóveis, no entanto, passaram a cair. Os juros do Fed, que vinham subindo desde 2004, encareceram o crédito e afastaram compradores; com isso, a oferta começou a superar a demanda e, desde então, o que se viu foi uma espiral descendente no valor dos imóveis.

Com os juros altos, a inadimplência aumentou e o temor de novos calotes fez o crédito sofrer uma desaceleração expressiva no país como um todo. Sem oferta suficiente de crédito, a economia dos EUA desaqueceu. Com menos liquidez (dinheiro disponível), menos se compra, menos as empresas lucram e menos pessoas são contratadas.

No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo. Por isso o pessimismo influencia os mercados globais e atinge tão profundamente a Europa.

G7 e Tesouro “combate”

Em mais um passo na tentativa de amenizar os efeitos da crise financeira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou nesta sexta-feira (10) que o governo daquele país vai comprar ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso americano.

Também nesta sexta, os países membro do G7 decidiram tomar “todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários” para que os bancos disponham de “amplo acesso à liquidez” (oferta de dinheiro).

O grupo dos sete países mais industrializados, reunido em Washington, anunciou a adoção de um “plano de ação” de cinco pontos para enfrentar a crise financeira internacional.

Veja os pontos:

1 – Adotar ações decisivas e utilizar todas as ferramentas disponíveis para apoiar as instituições financeiras importantes para o sistema e evitar sua falência.

2 – Dar todos os passos necessários para descongelar os mercados de crédito e câmbio e garantir que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso à liquidez e fundos.

3 – Garantir que bancos e outros intermediários financeiros maiores possam, segundo sua necessidade, reunir capital de fontes públicas e privadas, em volumes suficientes para restabelecer a confiança e prosseguir com os empréstimos para famílias e negócios.

4 – Assegurar que os respectivos seguros nacionais de depósitos e programas de garantias sejam suficientemente robustos e consistentes para que os pequenos correntistas mantenham a confiança no sistema.

5 – Atuar, quando for apropriado, para reativar os mercados secundários para hipotecas (os mercados de compra de hipotecas por entidades financeiras).

fonte: Folha Online

Recebi esse e-mail que achei muito legal decidi  compartilhá-lo.

Foi uma campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
 
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
 
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
 
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
 
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
 
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
 
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
 
Uma vírgula muda tudo.
 
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
 
Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
 
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

 

O inverso

BEM! Não só nenhum poeta, daqueles que possui estilos ou faz uso acirrado de termos gramatical, usa de vários recursos estilísticos e dinamismo, que pensa linhas por linhas, que dosa palavras por palavras também nem tenho ainda tal competência, talvez um dia chegue Lá.

Mas escrevi um estado de pensamentos momentâneo que me veio a mente,

Não faça grandes comparações, leia apenas, quanto ao que ele possa vim significa, ha.. qualquer dia desse eu coloco, mas não e nada que vocês não possa percebe por conta própria.

Também n tem nada de mais, contudo, eu ate que gostei espero que goste.  

 

 

 

                                                O INVERSO

 

Jimi, a noite chegou, contempla-te o único brilho disperso sobre a clarabóia,

Não era tudo.

Era lento, calmo, demorado…

 

Um som aliviante, recuando, oscilando em inúmeras freqüências, inevitáveis ao coração de quem sonha de mais, um daqueles momentos que modelam pedaços invisíveis de uma personalidade, pedaços agora perceptíveis.

 

Um arrepio suave, delicado, frio sobre o vendo seco

Salta em si uma ação.

Um amor perdido em pensamentos.

 

Desperto a realidade

Amanheceu

 

Fecho os olhos,

E volto a sonhar.  

Essa poesia do Fernando Pessoa é uma das minhas preferidas  Para mim, ela e perfeita !

por isso trouxe-lle “Tabacaria”, escrita em 15 de janeiro de 1928, por Álvaro de Campos.

Apreciem a genialidade de Fernado Pessoa.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Cuba foi um dos últimos países da América espanhola a obter sua independência, a qual só se concretizou em 1988. Os Estados Unidos, que desejava estender seu influência na região, deram todo o apoio aos cubanos, contribuindo para a vitória contra os espanhóis.

 

 

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Após a “Independência” política, a dominação Norte America era marcante; inclusive a Constituição Cubana, num de seus apêndices, estabelecia “o princípio de que o governo dos Estados Unidos podia intervir nos assuntos internos do País”(Emenda Platt). Diante disso, a maioria dos presidentes cubanos não passavam de fantoches a serviço dos norte-americanos.

Com o amparo de determinados setores da sociedade, a militância de Cuba conseguiu, em 1959, tirar o ditador Fulgencio Batista do poder, na chamada Revolução Cubana. Logo, o líder Fidel Castro implantou uma “ditadura populista” e personalizou o poder de tal forma que agora com sua renúncia, 49 anos depois, fica curioso saber quais serão os rumos da ilha caribenha.

Cuba, e mais recentemente Venezuela, construiu uma imagem de escudo – e também espada – contra a opressão mercadológica imposta pelos EUA. Tanto é que cultivou por um bom tempo uma aliança à parte com a URSS; ambas as nações foram os maiores símbolos de resistência comunista durante a Guerra Fria e Cuba ainda mantém este título, a despeito do socialismo enterrado dos soviétes, do socialismo de mercado cuspido pela China e do socialismo petrolífero de Hugo Chávez.

Mesmo fazendo meio século que a revolução ocorreu, Fidel Castro faz questão de manter acesa a chama militante dele e de seu camarada Che Guevara; assim como a imagem do que é Cuba, subsidiada mais por discursos ideológicos do que por fatos. É inegável que existe um manto sobre Cuba. A ilha é um ícone dos intelectuais comunistas ou ao menos é respeitada por simpatizantes da esquerda no geral; tenta-se, de toda maneira, fingir que os cubanos não vivem sob uma ditadura, com censura à imprensa, restrições a viagens e limitações a compras.

 

Cuba nasceu a meio século, nasceu do suor do braço de ferro entre a hipocrisia capitalista e a inconseqüência comunista. Hipocrisia capitalista porque durante o castrismo, dez presidentes estadunidenses passaram pelo poder com discursos de que Cuba era a distopia do lugar para não se estar, promovendo uma antipropaganda intensa; umas das mais falsas foi o medo arquitetado durante a Crise dos Mísseis, quando Nikita Kruchev, de Moscou, instalou armamento nuclear na ilha, como se os EUA não detivessem um poderio militar ainda maior, como haviam apresentado ao mundo na pele dos japoneses.

Inconseqüência comunista porque Fidel, apoiado numa enorme nuvem do passado, construiu uma nação onde só havia política externa: a de engrossar o comunismo como forma de combater o imperialismo norte-americano, enquanto sua terra vivia numa miséria, porque Cuba, apesar de ser reconhecida por incrementar seu sistema educacional e de saúde, não deixa de ser uma nação pobre onde rupturas econômicas foram escassas, tanto é que se espera que o seu sucessor Raúl Castro dê mais atenção à economia.

 

Apesar de que a “renúncia” não foi nenhuma novidade, afinal, Fidel já estava afastado por problemas graves de saúde e não tinha mais condições de governar oficialmente. Aparentemente com seu irmão no poder (apenas 5 anos mais novo que Fidel, que tem 81 anos), Fidel vai continuar influenciando nas decisões políticas, mesmo desta forma Raúl pode, e deve, conduzir mudanças necessárias à nação.

Todo o discurso comunista de Fidel não nos deixa enganar que ele já foi condenado por muitos homicídios. De modo que desafiando a todos, disse: “A história me absolverá”. Pelo que parece, a história o absolveu, mas o verdadeiro julgamento vai surgir quando o manto sobre Cuba cair e todos puderem ver, de fato, o que é aquela pequena ilha debaixo de todas as contradições ideológicas que brigaram por 49 anos entre revolução e renúncia.

Enquanto eu estava lendo notícias na intenet, encontrei no site do Estadão uma breve história sobre a dívida do Brasil, gostei do resuminho e resolvi colocar aqui:1824 “Empréstimo Portugês”
A dívida externa brasileira foi considerada estratosférica nos anos do regime militar (entre 1964 e 1985), mas o primeiro empréstimo feito pelo Brasil aconteceu em 1824. O valor obtido foi de 3 milhões de libras esterlinas e ficou conhecido como ‘empréstimo português’. Os recursos seriam usados para pagamento de dívidas do período colonial. Na prática era um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da independência do País.

Durante a Primeira República, novos empréstimos foram feitos, principalmente para a obtenção de recursos destinados à economia ‘café com leite’. Ou melhor, para a elite cafeeira.

1

1931 O Primeiro Calote

Com o impacto da crise norte-americana em 1929, o primeiro calote da dívida externa foi anunciado em 1931. Três anos depois, quando o assunto foi discutida pela Assembléia Nacional Constituinte, o total da dívida externa brasileira chegava a 237 milhões de libras esterlinas. O ministro da Economia, naquela época, era Oswaldo Aranha. Ele era contra a idéia de tomar novos empréstimos para pagar dívidas antigas, o que vinha acontecendo.

2

1968-73 A Explosão da Dívida

O endividamento do Brasil explodiu nos anos do regime militar. O País passava pelo chamado ‘milagre econômico’, período em que a indústria brasileira evoluiu com taxas elevadíssimas, impulsionada pelo forte ingresso de recursos estrangeiros. A dívida externa saltou de US$ 4 bilhões para US$ 12 bilhões nos anos entre 1968 e 1973. Neste período, os recursos foram usados para tudo – desde compra de geladeiras até o financiamento de grandes obras urbanas.

3

1974 Crise do Petróleo

Em 1974, a crise do petróleo atingiu em cheio a economia mundial. Para se ter uma idéia, a dívida dos países em desenvolvimento, importadores de petróleo, que em 1973 estava em patamares inferiores a US$ 100 bilhões, saltou para US$ 450 bilhões em 1981 e em 1982 chegou a US$ 500 bilhões.

No Brasil, a indústria regrediu. O endividamento do País saltou com a alta das taxas de juros e, sem alternativa, o Brasil recorreu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), em 22 de novembro de 1982, no governo de João Baptista Figueiredo. O empréstimo chegava a US$ 3 bilhões. O Brasil tinha um déficit no balanço de pagamentos de quase US$ 9 bilhões e as reservas internacionais não chegavam a US$ 4 bilhões.

4

1987 Moratória

Em 1984, o cenário começou a mudar. O saldo comercial saltou para US$ 13 bilhões e as reservas chegaram a US$ 12 bilhões. O então ministro da Economia Celso Furtado começou a negociar a dívida brasileira, que estava em US$ 45 bilhões, com vencimento de 1985 a 1991. Mas só em 1986 foi possível chegar a um entendimento com os credores privados.

O acordo não durou muito e, em 1987, o País suspendeu a remessa dos juros da dívida ao exterior. Os problemas que levaram o Brasil à chamada moratória tiveram sua origem no Plano Cruzado, quando o então ministro da Fazenda Dilson Funaro prolongou o controle dos preços por tempo superior ao suportável. No final daquele ano, mais uma vez o governo brasileiro entrava em entendimento com os credores.

Em 1988, a situação ainda era ruim. A inflação tinha terminado 1987 em 366% e terminou 1998 em 934%, o crescimento do País não passava dos 3% e as reservas internacionais estavam um pouco acima dos US$ 4 bilhões. No ano seguinte, o governo brasileiro adotou um plano de estabilização econômica baseado na desindexação e no controle das contas públicas. Mas o plano também não deu certo.

Em 1990, toma posse o presidente Fernando Collor de Melo. A ministra da Economia, Fazenda e Planejamento Zélia Cardoso de Melo anuncia um novo plano de estabilização econômica, iniciado por um grande choque monetário. Leia-se congelamento de recursos em conta corrente e poupança. Além disso, o plano previa uma reforma fiscal e administrativa. Do outro lado, o governo decidiu liberar a entrada de produtos importados. No ano seguinte, o País alcança acordo aos juros relativos a 1989 e 1990; além disso consegue um acordo de reestruturação da dívida de médio e longo prazo.

5

1993 A Iniciativa Brady

Em 1993, Pedro Malan é indicado para a presidência do Banco Central e André Lara Rezende assume como negociador-chefe para assuntos da dívida externa. O País implanta a ‘Iniciativa Brady’ – um plano de reestruturação da dívida que já havia sido feito por outros países, como México (1989), Venezuela (1990) e Argentina (1992). Nicholas Brady é o nome do então secretário do Tesouro dos Estados Unidos. Basicamente, por este plano, a dívida era trocada por bônus que pagavam juros menores. O Brasil ainda firmou acordos bilaterais com cada um dos credores do Clube de Paris.

Em janeiro de 1999, Minas Gerais decreta moratória de sua dívida. Mas a boa notícia é que, mesmo com isso, em julho, O Brasil cumpriu, com folga, todas as metas previstas no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

6

2001 Regime de Metas

O Brasil chega ao século 21 com uma dívida de US$ 231,3 bilhões. Em 2001, o País fecha acordo com FMI que prevê o cumprimento de uma série metas – superávir primário, inflação, total das reservas internacionais. Isso significa dizer que para cada liberação de recursos, o FMI exigia o cumprimento dessas metas.

No ano seguinte, com a possibilidade de vitória do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os investidores pedem mais juro para ficar com os papéis da dívida brasileira. O resultado disso é um aumento do custo da dívida. Em carta aos investidores, Lula garante o pagamento da dívida.

O primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi também o de maior aperto fiscal na história do País. O governo arrecada mais, economiza mais e, ainda assim, o esforço é pouco diante da carga de juros que o setor público teve de pagar em 2003: obteve superávit de R$ 66,2 bilhões, mas pagou R$ 145,2 bilhões a credores. No mesmo ano, Brasil e FMI acertam a revisão do acordo.

Em 2005, acaba o acordo com o FMI. Com a queda do dólar, a partir de 2006, o Brasil começa gradativamente a aumentar suas reservas internacionais. Em fevereiro de 2007, em apenas 14 dias úteis, as compras de dólares feitas pelo Banco Central atingiram o recorde de US$ 6,985 bilhões. Com isso, no final de março, as reservas superaram os US$ 100 bilhões e no final do ano já chegavam a quase US$ 180 bilhões.

6

2008 Dinheiro em Caixa

Em 2008, pela primeira vez, o Brasil tem em suas reservas internacionais dinheiro suficiente para quitar toda a dívida externa – pública e privada. Projeção do Banco Central indica que em janeiro as reservas superaram a dívida em US$ 4 bilhões. Isso não significa, contudo, que o País vá quitar sua dívida, tampouco a das empresas. Mas esta condição melhora a credibilidade do Brasil no exterior. O resultado das contas externas de janeiro será divulgado na próxima semana.

7

Fonte: O Estadão online

 

 

A resposta está em como os raios solares interagem com a atmosfera.

 


Quando a luz passa através de um prisma, o espectro é quebrado num arco-íris de cores. Nossa atmosfera faz o mesmo papel, atuando como uma espécie de prisma onde os raios solares colidem com as moléculas e são responsáveis pelo dispersão do azul.
Quando olhamos a cor de algo, é porque este “algo” refletiu ou dispersou a luz de uma determinada cor associada a um comprimento de onda. Uma folha verde utiliza todas as cores para fazer a fotossíntese, menos o verde, porque esta foi refletida. Devido ao seu pequeno tamanho e estrutura, as minúsculas moléculas da atmosfera difundem melhor as ondas com pequenos comprimentos de onda, tais como o azul e violeta. As moléculas estão espalhadas através de toda a atmosfera, de modo que a luz azul dispersada chega aos nossos olhos com facilidade.
Luz azul é dispersada dez vezes mais que luz vermelha.
A luz azul tem uma frequência ( ciclos de onda por segundo ) que é muito próximo da frequência de ressonância dos átomos, ao contrário da luz vermelha. Logo a luz azul movimenta os elétrons nas camadas atômicas da molécula com muito mais facilidade que a vermelha. Isso provoca um ligeiro atraso na luz azul que é re-emitida em todas as direções num processo chamado dispersão de Rayleigh ( Físico inglês do século 19 ). A luz vermelha, que não é dispersa e sim transmitida, continua em sua direção original, mas quando olhamos para o céu é a luz azul que vemos porque é a que foi mais dispersada pelas moléculas em todas as direções.
Luz violeta tem comprimento de onda menor que luz azul, portanto dispersa-se mais na atmosfera que o azul. Porque então não vemos o céu violeta ? Porque não há suficiente luz ultravioleta. O sol produz muito mais luz azul que violeta.
Quando o céu está com cerração, névoa ou poluição, há partículas de tamanho grande que dispersam igualmente todos os comprimentos de ondas, logo o céu tende ao branco pela mistura de cores. Isso é mais comum na linha do horizonte.
No vácuo do espaço extraterrestre, onde não há atmosfera, os raios do sol não são dispersos, logo eles percorrem uma linha reta do sol até o observador. Devido a isso os astronautas vêem um céu negro.
Em Júpiter o céu também é azul porque ocorre o mesmo tipo de dispersão do azul na atmosfera do planeta como na Terra. Porém em Marte o céu é cor de rosa, ja que há excessiva partículas de poeira na atmosfera Marciana devido à presença de óxidos de ferro originários do solo. Se a atmosfera de Marte fosse limpa da poeira, ela seria azul, porém um azul mais escuro já que a atmosfera de Marte é muito mais rarefeita.

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