De um ponto ínfimo do universo, emana-se um pensamento: “e se o céu fosse apenas um cobertor colocado sobre este mundo, e as estrelas, apenas furos nesta manta escura que nos protege?” Então, no mesmo ponto, reúne-se uma vontade imensa de alcançar o cobertor e olhar através do furo, descobrindo um mundo gigante; parecido com o nosso, mas em proporções maiores.
Como que para provar a este pensamento que ele está errado, uma estrela cadente atravessa o firmamento. O pensamento continuou se espalhando, apesar de o ponto ter se distraído dele para fazer um pedido à estrela que caíra.
“Que eu tenha mais coragem de falar às pessoas o que sinto” é o que deseja intensamente este ponto que se transforma em ser. Um ser que gostaria de viver o momento presente com mais intensidade, mas é um ser covarde, que tem medo de fazer o que quer.
A Natureza, parecendo querer relembrá-lo de um sonho incoerente com a realidade, lança mais um furo em movimento no pano negro imaginado pelo ser, que fazia mais um pedido.
Assim, passou-se a noite toda nesta batalha: o universo tentando mostrar que era infinito e real, enquanto o ser pensante apenas vivia um momento mágico e desejava paz, amor e coragem ao mundo todo.
Oi Jonathan, vim te conhecer!
Que belo blog que vc tem! Vou voltar aqui mais vezes…
Sobre esse texto aqui, maravilhoso! Uma das mais belas crônicas animistas que já li ^^
Abraços do Daniel
http://magopatologico.wordpress.com
Que bom você gosto!
Muito obrigado, espero que você volte sempre!