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Por assuntos sérios, traça-se uma linha que separa BBB, Carnaval e Copa do Mundo daqueles outros que também nos fodem, mas sem torcida organizada ou camiseta estampada.

A população é comprometida, veja só um grande clichê que vivem falando sobre o Brasil:

“É por isso que esse país não vai pra frente” – já ouvi esta expressão diversas vezes, até em filmes. Vamos, leitores, em coro, odiar o “isso”. Porque esse “isso” que as pessoas se referem parece nos prejudicar mesmo. Acredite que ouvi esta frase também no trânsito, quando um caminho alternativo estava fechado.

O povo – e me refiro ao coletivo mesmo – tenta arranjar razões para explicar a nossa situação. Algumas até são louváveis, como corrupção dos políticos e instituições. Mas é certo exagero dizer “é por isso que esse país não vai pra frente”. Porque mesmo a corrupção do mais perverso político, embora seja culpa dele (porque é ele quem rapa a mão no dinheiro público), também coloca sobre nós a responsabilidade.

Não só a responsabilidade de tê-lo eleito, o que nem sempre faz sentido, pois muitos políticos passam uma imagem a vida inteira e mudam completamente de postura quando entram no poder. O principal, mesmo, é a vista grossa que a população faz sobre esses delitos.

Tivemos casos e mais casos de corrupção e em quantos a população foi participativa? Tirando alguns pequenos exemplos históricos, como o impeachment do Collor (que teve uma mão da imprensa), poucos, quase nenhum. Deixe-me pensar, lembro-me de uma passeata contra o aumento de salários dos deputados e acho que só.

Logo, dizer esse clichê é tirar sua responsabilidade como cidadão e colocá-lo na mão de alguma outra pessoa, instituição ou acontecimento. Eu, agora, posso dizer que é por isso que esse país não vai frente. A população tem poder para mudar o seu país. Não adianta esperar a generosidade daqueles assuntos sérios, que, como disse, nos fodem sem que levantemos torcidas ou camisetas.

“Falácias são argumentos defeituosos ou fracos, raciocínios enganosos”, segundo a definição do professor Sergio Navega. Ele também elencou uma enciclopédia de falácias, no livro “Pensamento Crítico e Argumentação Sólida”. Neste post, tentarei colocar as mais comuns. Tenho certeza que vocês já as viram algumas vezes.

Ataque ao homem: comete-se quando, em vez de atacar um argumento, ataca-se a pessoa que o proferiu.
Exemplo: “Todos sabemos que o nobre Deputado é um mentiroso e trapaceiro contumaz, portanto como podemos concordar com sua ideia de redução de impostos?”

Argumento circular: a conclusão que se estabelece é usada também como uma premissa ou como um suporte de premissa.
Ex: “Deus existe porque isso é dito na Bíblia. E é claro, a Bíblia é totalmente verdadeira, porque é a palavra de Deus.”

“Você também”: os erros cometidos por outros são usados para desconsiderar o argumento apresentado (uma variante do “Ataque ao homem”).
Ex: “Como posso aceitar o argumento de que fumar faz mal à saúde, se é dito por um médico que fuma tanto quanto eu?”

Apelo à ignorância: conclui-se que algo é verdadeiro só porque não pode ser provado como falso.
Ex: “Como não provaram que fantasmas não existem, então eles devem existir.” No entanto, o seguinte argumento é válido, porque quem propõe um argumento deve ficar com o encargo de prova-lo: “Como a promotoria não conseguiu provar que o réu é culpado, declaramos que ele é inocente.”

Apelo à autoridade: procura-se sustentar um argumento usando a declaração de alguma autoridade que muitas vezes especula fora de sua especialidade ou é contradita.
Ex: “Você deve tomar 10g de vitamina C por dia, pois isso foi recomendado por Linus Pauling, Prêmio Nobel de Química.” Há estudos que contradizem.

Apelo à tradição:
justifica-se a aceitação de um argumento baseado no fato de que “sempre foi assim”.
Ex: “Nesta empresa nunca foi permitido que mulheres ascendessem à posição de diretoria; sempre foi assim, e não é por termos agora acionistas femininas que isto precisa mudar.”

Apelo ao público: justifica-se simplesmente por ser aceito popularmente.
Ex: “A maioria das pessoas deste país acredita em discos voadores, portanto eles devem mesmo existir.”

Desvio de assunto:
tira-se o foco inicial para cair numa outra conclusão que não se relaciona com o princípio.
Ex: “Não se deve proibir o fumo em locais fechados. Todos queremos melhorar o ar, mas não é justo proibir os fumantes se há outros problemas mais graves, como a poluição dos carros.”

Questão complexa: coloca-se uma questão que, não importa a resposta, compromete o opositor.
Ex: “Você já parou de bater na sua mulher?” Se responder que não, é porque ainda bate. Se responder que sim, é porque já bateu. Em nenhum dos casos considerou-se a hipótese de nunca ter batido.

Falácia do dominó: assume-se uma pequena movimentação num sentido como um gatilho para que tudo vá para aquele sentido.
Ex: “Sou contra a eutanásia, porque daqui a pouco estaremos aprovando assassinatos e até genocídio generalizado.”

Falácia da falsa causa:
assume-se que por preceder um evento, torna-se necessariamente sua causa.
Ex: “Desde que pintamos nosso quarto de verde, não consigo me livrar desse resfriado. O verde deve ser uma cor que provoca essa reação em mim.”

Falácia do falso dilema: propõe-se um número limitado de alternativas, tendendo a tornar uma delas verdadeira.
Ex: “Se você não está a meu favor, é porque está contra mim.”

Há muitas outras falácias, recomendo o livro para quem quer se aprofundar. Repare que muitas pessoas tidas como inteligentes, apenas carregam este título porque conseguem manipular os demais usando falácias. A retórica, por sinal, infelizmente acaba sendo um poço de falácias.

Fonte: Pensamento Crítico e Argumentação Sólida, de Sergio Navega.

Estava a ler um dos meus sites de todos os dias, quando li algo sobre um assunto peculiar que  “tambem” não consigo compreender. 

 

Realmente existem coisas que só as autoridades competentes é que não vêem. Como é possível que há meses atraz o petróleo subia e no dia seguinte reflectia-se essas mesmos súbidas no preço dos nossos combustíveis, agora ele desce e as petrolíferas vêm dizer que só se sentirá daqui a 6 meses, pois eles compram agora para utilizar a seis meses….. algo me soa mal nesta estória.

Com o preço do petróleo tão baixo como está, como é que se explica que os preços dos combústiveis continuem tão elevados. Numa altura em que o crude subia de preço, o preço dos combústiveis acompanhava esse subida quase diariamente. Agora que a tendência é a inversa, os preços já não acompanham a mesma.

E o que é mais estranho em tudo isto? Onde está o Governo? Onde está a Alta Autoridade da Concorrência? Ninguém vem a campo denunciar esta situação vergonhosa?”

 

Cobertor estrelar

De um ponto ínfimo do universo, emana-se um pensamento: “e se o céu fosse apenas um cobertor colocado sobre este mundo, e as estrelas, apenas furos nesta manta escura que nos protege?” Então, no mesmo ponto, reúne-se uma vontade imensa de alcançar o cobertor e olhar através do furo, descobrindo um mundo gigante; parecido com o nosso, mas em proporções maiores.

Como que para provar a este pensamento que ele está errado, uma estrela cadente atravessa o firmamento. O pensamento continuou se espalhando, apesar de o ponto ter se distraído dele para fazer um pedido à estrela que caíra.

 

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 “Que eu tenha mais coragem de falar às pessoas o que sinto” é o que deseja intensamente este ponto que se transforma em ser. Um ser que gostaria de viver o momento presente com mais intensidade, mas é um ser covarde, que tem medo de fazer o que quer.

A Natureza, parecendo querer relembrá-lo de um sonho incoerente com a realidade, lança mais um furo em movimento no pano negro imaginado pelo ser, que fazia mais um pedido.

Assim, passou-se a noite toda nesta batalha: o universo tentando mostrar que era infinito e real, enquanto o ser pensante apenas vivia um momento mágico e desejava paz, amor e coragem ao mundo todo.

Bertolt Brecht

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.

 

 

 

Bertolt Brecht (1898-1956)Escritor e dramaturgo alemão. Adere desde muito cedo ao expressionismo e vê-se obrigado a fugir da Alemanha em 1933, após escrever a Lenda do Soldado Morto, obra pacifista que provoca a sua perseguição pelos nazis. Ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial começa uma longa peregrinação por diversos países. Em 1947, perseguido pelo seu comunismo militante, vai para os Estados Unidos. A partir de 1949, e até à sua morte, dirige na Alemanha Oriental uma companhia teatral chamada do Berliner Ensemble.

Bertolt Brecht é, além de dramaturgo, um importante teórico teatral. Nos seus Estudos sobre Teatro expõe a sua concepção cénica, baseada na necessidade de estabelecer uma distância entre o espectador e os personagens, a fim de que o ponto de vista crítico do autor desperte no espectador uma tomada de consciência. Destaca-se também na poesia, de forte conteúdo social.

“Se os tubarões fossem homens, perguntou a filha de Senhor K., seriam eles mais amáveis para com os peixinhos?”

 

Como se nota, Brecht viveu em épocas conturbadas da história. Presenciou e comentou a 1ª Guerra Mundial em “Alemanha, loura e pálida / De nuvens selvagens e fronte suave! / Que aconteceu em teus céus silenciosos? / Agora és o lixo da Europa”. Exilou-se em meio à ascensão do nazismo, descrito em “Agora que preparam uma nova Grande Guerra / Resolvidos a superar inclusive as barbaridades da última / Eles matam ou expulsam gente como eu / Que denuncia seus golpes”. Por fim, também viu a 2ª Guerra Mundial: “A cidade natal, como a encontrarei ainda? Seguindo os enxames de bombardeiros, volto para casa. Mas onde está ela?”.

 

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Brecht era o reflexo desta época, e a resposta ácida a ela. Fazia alusão ao fascismo em diversas obras, como em Terror e miséria do Terceiro Reich, Mãe Coragem e Seus Filhos e comparava Hitler a um pintor de paredes. Com muita influência do comunismo, embora desgostasse de Stálin, era um intelectual defendendo, acima de tudo, a liberdade e a distribuição de riqueza. Não era daqueles que apoiava um autoritarismo como forma de combater outro autoritarismo.

”Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.”

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Autor de textos fortes, que deixam bem claro suas intenções, escreveu uma das minhas poesias favoritas, Aos que vão nascer. Leia um trecho a seguir. Para ler a poesia inteira click no lingue abaixo. 

http://sistemadespido.wordpress.com/2008/12/18/tempos-sombrios/

 

“Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia”

 

Também escreveu um texto que é a pura evocação da consciência política. Chama-se O Analfabeto Político:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”

Em suma, Brecht denota uma eloquência escrita, mas com muito embasamento. Talvez por essas características, acaba sendo muito bem aceito por quem o lê. O que é bom, pois ele não só utilizava a arte como maneira de se posicionar, mas também assumindo um papel importantíssimo de chamar os demais à consciência, a qual ele esbanjava. Assim, Brecht conseguiu deixar um legado positivo: o de que juntos qualquer realidade pode ser mudada, não importando qual déspota está no poder.

Eu, que nada mais amo
Do que a insatisfação com o que se pode mudar
Nada mais detesto
Do que a profunda insatisfação com o que não pode ser mudado.

Mais uma análise das letras de Chico Buarque, desta vez “Olhos nos Olhos”, de 1976, uma canção sentimental sobre a separação de casais, novos amores e aquele ciúme permanente. Antes da análise, assistam ao vídeo do próprio Chico:

Olhos nos Olhos
Chico Buarque

Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci

Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer
Olhos nos olhos, quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais

E que venho até remoçando
Me pego cantando
Sem mas nem porque
E tantas águas rolaram
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você

Quando talvez precisar de mim
‘Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim
Olhos nos olhos, quero ver o que você diz
Quero ver como suporta me ver tão feliz

A canção, narrada por um eu-lírico feminino, é mais uma daquelas de amor/ódio que Chico Buarque gosta de trabalhar, e o faz muito bem. Os primeiros versos: “Quando você me deixou, meu bem / Me disse pra ser feliz e passar bem” já introduzem a separação. O homem deixa a mulher dizendo para que ela seja feliz, isto é, arranje-se na vida, e ‘passar bem’, uma das expressões mais comuns quando se ignora alguém.

“Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci / Mas depois, como era de costume, obedeci” representa a dor que vem logo após a perda. No entanto, é interessante quando a moça, como era de costume, obedece. Ela, que aparentemente sempre foi submissa ao marido, continua obedecendo, mas agora ‘obedecer’ não mais está associado à tradicional submissão, e sim à revolta, porque ele disse para ela ser feliz sem ele, e ela obedece, dando a volta por cima, pela sua obediência.

Assim, “Quando você me quiser rever / Já vai me encontrar refeita, pode crer”, introduz a idéia de que ela se rearranjou, pois estará ‘refeita’. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz / Ao sentir que sem você eu passo bem demais”, ou seja, se eles se reencontrarem, e enfim olharem olhos nos olhos (coisa que não tinha o mesmo sentido antes, quando ela era submissa), o homem vai se surpreender que ela passa bem, mesmo sem a sua presença.

A próxima estrofe diz “E que venho até remoçando / Me pego cantando / Sem mas nem porque / E tantas águas rolaram / Quantos homens me amaram / Bem mais e melhor que você”. Remoçar significa recuperar a mocidade, o que faz muito sentido ao saber que a moça está refeita, cantando por aí, sem motivos específicos. O próprio Chico considera o verso ‘Bem mais e melhor que você’ uma verdadeira punhalada, onde a moça finalmente conclui a volta por cima que estava completando.

A letra termina com “Quando talvez precisar de mim / Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim / Olhos nos olhos, quero ver o que você diz / Quero ver como suporta me ver tão feliz”. Agora, a situação se inverteu, o homem que precisará de amparo, e justamente quem pode atendê-lo sempre que necessário é sua ex-mulher, independente e disposta a ajuda-lo. Nos próximos reencontros, o homem vai ter que aguentar a felicidade de sua ex, que não está mais em suas mãos e caminha com a felicidade que ela construiu sozinha. Como ele vai suportar vê-la tão feliz, ver que sem ele não foi o fim dela, ver que ele foi apenas algo passageiro?

O fim da letra é muito bom, e mostra como a mulher conseguiu se superar. O último verso, em especial, é um dos melhores versos entre tantos outros bons de Chico Buarque, sem dúvida, pois conclui de forma bem precisa e poética o sentimento que a música transmitia, do início ao fim.

Essas foram as palavras do presidente Lula ao se referir ao “problema central” da educação. Não vou me alongar tentando explicar o que disse o presidente. Apenas fazer uma ressalva que considero importante salientar. Ao dizer que quando o aluno não aprende deve-se aprender mais e até mesmo voltar os professores para escola, o presidente mostra como desconhece os problemas da educação ou não querer falar de seu real problema. Um tema complexo como esse não pode ser traduzido em soluções simples. Dessa forma o presidente passa a idéia de que os alunos são seres maravilhosos que estão ansiosos para adiquirie conhecimento. Vítimas dos péssimos professores. Concordo que existem professores que, pelo que tenho visto, constituem um número bastante considerável. Todavia, devemos lembrar que a grande maioria dos alunos vem de casa totalmente corrompidos, criados por uma geração de pais que não difundiram valores éticos e morais (não me refiro ao moralismo hipócrita). Muitos professores simplesmente desistem de trabalhar com esses a alunos, pois o retorno por parte dos alunos é quase inexistente. Muito pior é ainda o não reconhecimento pelo próprio governo que trata a classe com total desdenho. 

Acredito que os professores devem ser constantemente reciclados. É fundamental, pois o mundo de hoje é dinâmico. Mas aliado a isso deve vir também melhores condições de trabalho, com direito a salários descentes, diminuição da carga horaria. Assim os professores sentiriam-se motivados a se reciclar e a trabalhar com maior comprometimento, melhorando assim o desempenho da edução em todo país

Sei que ele dificilmente lerá essa crítica, mas de qualquer forma aqui vai o meu recado para o presidente. Seja menos hipócrita Excelência! Parece que pelo fato de você não ter estudado pelas vias formais de ensino, se acha no direito de apresentar soluções simplistas colocando a falência da educação sobre as costas dos pobres professores, massacrados há décadas por esse estado omisso e descomprometido com o verdadeiro desenvolvimento do país.

 

 

 

Eu estava procurando me intera mais sobre a crise que esta alastrando no mundo, encontre na net algo bem interessante e resolvi colocar aqui.

 

 

Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA e o mundo

Bancos de diversos ramos –investimentos, varejo, hipotecas–, nos Estados Unidos e em outros países, principalmente a Europa, já sofreram prejuízos bilionários e em alguns casos fecharam, desde agosto do ano passado. A raiz do problema está no mercado de hipotecas norte-americano.

 

 

O mercado imobiliário dos EUA passou por uma fase de expansão acelerada logo depois da crise das empresas “pontocom”, em 2001. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) passou a reduzir sua taxa de juros, a fim de baratear empréstimos e financiamentos e encorajar consumidores e empresas a voltarem a gastar.

O setor imobiliário se aproveitou desse momento de juros baixos: a demanda por imóveis cresceu, atraindo compradores. Em 2003, por exemplo, os juros do Fed chegaram a cair para 1% ao ano –menor taxa desde o fim dos anos 50.

Em 2005, o “boom” no mercado imobiliário já estava avançado; comprar uma casa (ou mais de uma) tornou-se um bom negócio, não só para quem queria adquirir a casa própria, mas também para quem procurava em que investir. Também cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e consumir.

As companhias hipotecárias descobriram nessa época um nicho ainda a ser explorado no mercado: o de clientes do segmento “subprime”, caracterizados, de modo geral, pela baixa renda, por vezes com histórico de inadimplência e com dificuldade de comprovar. O segmento “subprime”, assim caracterizado, representa um risco maior de inadimplência que os de outras categorias de crédito. mas justamente por ser de maior risco, as taxas de retorno são bem mais altas.

A promessa de retornos altos atraiu gestores de fundos e bancos, que compraram esses títulos “subprime” das companhias hipotecárias e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos.

Porém, se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os “subprime”, o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).

Após atingir um pico em 2006, os preços dos imóveis, no entanto, passaram a cair. Os juros do Fed, que vinham subindo desde 2004, encareceram o crédito e afastaram compradores; com isso, a oferta começou a superar a demanda e, desde então, o que se viu foi uma espiral descendente no valor dos imóveis.

Com os juros altos, a inadimplência aumentou e o temor de novos calotes fez o crédito sofrer uma desaceleração expressiva no país como um todo. Sem oferta suficiente de crédito, a economia dos EUA desaqueceu. Com menos liquidez (dinheiro disponível), menos se compra, menos as empresas lucram e menos pessoas são contratadas.

No mundo da globalização financeira, créditos gerados nos EUA podem ser convertidos em ativos que vão render juros para investidores na Europa e outras partes do mundo. Por isso o pessimismo influencia os mercados globais e atinge tão profundamente a Europa.

G7 e Tesouro “combate”

Em mais um passo na tentativa de amenizar os efeitos da crise financeira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou nesta sexta-feira (10) que o governo daquele país vai comprar ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso americano.

Também nesta sexta, os países membro do G7 decidiram tomar “todas as medidas necessárias para desbloquear o crédito e os mercados monetários” para que os bancos disponham de “amplo acesso à liquidez” (oferta de dinheiro).

O grupo dos sete países mais industrializados, reunido em Washington, anunciou a adoção de um “plano de ação” de cinco pontos para enfrentar a crise financeira internacional.

Veja os pontos:

1 – Adotar ações decisivas e utilizar todas as ferramentas disponíveis para apoiar as instituições financeiras importantes para o sistema e evitar sua falência.

2 – Dar todos os passos necessários para descongelar os mercados de crédito e câmbio e garantir que os bancos e outras instituições financeiras tenham amplo acesso à liquidez e fundos.

3 – Garantir que bancos e outros intermediários financeiros maiores possam, segundo sua necessidade, reunir capital de fontes públicas e privadas, em volumes suficientes para restabelecer a confiança e prosseguir com os empréstimos para famílias e negócios.

4 – Assegurar que os respectivos seguros nacionais de depósitos e programas de garantias sejam suficientemente robustos e consistentes para que os pequenos correntistas mantenham a confiança no sistema.

5 – Atuar, quando for apropriado, para reativar os mercados secundários para hipotecas (os mercados de compra de hipotecas por entidades financeiras).

fonte: Folha Online

Recebi esse e-mail que achei muito legal decidi  compartilhá-lo.

Foi uma campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
 
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
 
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
 
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
 
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
 
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
 
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
 
Uma vírgula muda tudo.
 
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
 
Detalhes Adicionais
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
 
Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

 

O inverso

BEM! Não só nenhum poeta, daqueles que possui estilos ou faz uso acirrado de termos gramatical, usa de vários recursos estilísticos e dinamismo, que pensa linhas por linhas, que dosa palavras por palavras também nem tenho ainda tal competência, talvez um dia chegue Lá.

Mas escrevi um estado de pensamentos momentâneo que me veio a mente,

Não faça grandes comparações, leia apenas, quanto ao que ele possa vim significa, ha.. qualquer dia desse eu coloco, mas não e nada que vocês não possa percebe por conta própria.

Também n tem nada de mais, contudo, eu ate que gostei espero que goste.  

 

 

 

                                                O INVERSO

 

Jimi, a noite chegou, contempla-te o único brilho disperso sobre a clarabóia,

Não era tudo.

Era lento, calmo, demorado…

 

Um som aliviante, recuando, oscilando em inúmeras freqüências, inevitáveis ao coração de quem sonha de mais, um daqueles momentos que modelam pedaços invisíveis de uma personalidade, pedaços agora perceptíveis.

 

Um arrepio suave, delicado, frio sobre o vendo seco

Salta em si uma ação.

Um amor perdido em pensamentos.

 

Desperto a realidade

Amanheceu

 

Fecho os olhos,

E volto a sonhar.  

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